Terça-Feira, 22 de Outubro de 2019 -
     
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O MUSEU MUNICIPAL DE COLINA

Criado por meio da Lei Municipal nº. 1.439 de 05 de abril de 1988 e inaugurado em 17 de abril de 1988, na Administração Municipal do Prefeito Assad Antonio Daher, o Museu Municipal de Colina guarda móveis, objetos, livros e fotos que reverenciam fatos históricos importantes do município de Colina, compilados num acervo riquíssimo que soma atualmente cerca de 500 itens originários de doações por famílias e instituições colinenses.

Ao adentrar o Museu pelo acesso principal, a escadaria original em mármore e os portões originais, e logo na recepção encontram-se objetos que guardam a memória da Estação
Ferroviária, como o telégrafo, a lanterna, o marcador das passagens e a bilheteria em madeira com as suas características originais preservadas. Ainda na sala de recepção podem ser apreciadas diversas fotografias, entre elas dos fundadores, das primeiras famílias que residiram em Colina, da historia dos times colinenses de futebol, das escolas e de peculiaridades locais; escrivaninha e cadeiras antigas; e um expositor com a coleção de livros de escritores colinenses.

Na segunda sala, à esquerda, encontram-se objetos e móveis da Maternidade “Alice Dias” da década de 1950; receituário médico do Dr. Manoel Palomino Fernandes do ano de 1965; utensílios da Pharmácia Santa Izabel que pertenceram ao Sr. Fioravante Caldana, farmacêutico por 57 anos em Colina; a galeria de fotos com todos os Prefeitos de Colina; objetos, vestimentas e a Bandeira Nacional usados na 2ª Guerra Mundial pelos combatentes colinenses Ângelo Zardine e Roberto Marcondes; objetos de soldados que participaram da Revolução Constitucionalista de 1932; objetos da primeira Casa Bancária de Colina; cédulas e moedas antigas; o Projeto Arquitetônico original da Ponte Alice Dias e a foto da sua construção na década de 1930; um armário com diversas objetos raros que datam do século XIX entre outros períodos do século XX, pertencentes a famílias colinenses; a cadeira de balanço da matriarca D. Ignácia Junqueira de Toledo; o livro caixa da Casa Comercial São Nicolau de secos e molhados; implementos agrícolas das décadas de 1930 e 1940 usados no processo de plantação, torrefação e moagem do café; o lavabo com espelho de cristal que pertenceu ao mobiliário da Fazenda Onça; utensílios domésticos que remontam aos costumes familiares antigos e aparelhos de telefone das décadas de 1940 e 1950.

Na terceira sala, à direita, podem ser apreciados os dois projetores americanos das películas, as cadeiras e o ventilador que eram do Cine Teatro Santa Helena e, posteriormente, do Cine Colina; TVs das décadas de 1950; rádios; vitrolas e discos de vinis.

Adentrando mais um pouco, na quarta sala pode ser apreciado o gabinete odontológico composto de cadeira, caneta, cuspidor e aparelho de raio x muito antigos que pertenceram ao Dr. Cássio Nogueira Bertazzi; computador dos anos 1980; diversas máquinas de costura, sendo uma delas do século XIX; diversas máquinas de escrever; objetos de salão de beleza e exemplares do jornal O Colinense.

No sanitário da Estação, preservado originalmente com adequações de acessibilidade, estão expostos dois lavatórios antigos.

Na parte externa do Museu Municipal, podem ser apreciadas na plataforma, as placas indicativas que foram restauradas, os trilhos por onde as composições percorriam seus trajetos e ainda, a monumental Ponte Alice Dias que faz a ligação sobre os trilhos, da parte baixa (comercial) com a parte alta (residencial) onde o vilarejo de Colina iniciou o seu desenvolvimento, ou seja, da Avenida do Café, hoje Ângelo Martins Tristão, com a avenida Cel. José Venâncio Dias.

O Museu Municipal de Colina, instalado na antiga Estação Ferroviária, com suas características arquitetônicas originais cuidadosamente preservadas, cumpre rigorosamente sua missão museológica de preservar a memória de fatos históricos e costumes colinenses ao longo do seu progresso.

Visite o Museu Municipal de Colina, orgulho dos colinenses, e você também vai se encantar!

Avenida Ângelo Martins Tristão nº 138, Centro, Colina-SP.

Campanha permanente de doação de fotos e objetos históricos. Contribua para o seu Museu!




MUSEU MUNICIPAL DO CAVALO DE COLINA

Em abril de 2017, na Administração Dieb Taha, foi idealizado o Museu Municipal do Cavalo de Colina pela Profª e Médica Veterinária Drª Marcela Jorge Drubi. Trata-se do primeiro Museu dessa categoria no Estado de São Paulo. O belo acervo de materiais variados como couro, metais, tafetá, obras de arte, entre outros, minuciosamente dividido nas salas de exposição permanente e temporárias do espaço permite retratar toda trajetória de quem escreveu e ainda escreve a história de tradição da Capital do Cavalo.

O CAVALO E COLINA - TRADIÇÃO QUE VEM DE GERAÇÕES
A tradição de amor pelo cavalo teve início praticamente com a
cidade de Colina. É descrita com a trajetória das famílias Junqueiras que além de criarem os primeiros cavalos da raça Mangalarga foram responsáveis por introduzir o primeiro esporte equestre de competição na cidade ‘’Polo equestre, o esporte dos reis’’ na década de 20. Inicialmente disputado na fazenda Consulta, com a fundação em 1926 do Club Hípico de Colina, pelo primeiro Prefeito Sr. Antônio Junqueira Franco – Nico Junqueira - o polo chegou na cidade e até hoje é praticado.
Na formação do Regimento da Cavalaria Rio Pardo, durante a Revolução Constitucionalista de 1932, o Club Hípico de Colina foi o grande arquiteto desse feito. Antenor Junqueira Franco arregimentou 800 animais, que foram embarcados por Colina.
Entre o acervo dessa primeira sala, estão alguns acessórios usados na prática desse belo esporte equestre, como capacetes, bolas doados por polistas, tacos, joelhereiras, caneleiras e fardas, o troféu do Helvetia Polo Club em homenagem ao polista colinense Juracy Santos (In memorian), Rainha da Inglaterra, Elizabeth II homenageando a égua Elke, o melhor animal da temporada da Inglaterra em 1984 do polista Silvio Junqueira Novaes, o objeto mais antigo do Museu do Cavalo, a taça de Campeão de Polo que a equipe colinense ganhou em outubro de 1929 e o arreio do ano de 1969 importado do México e doado pelo fazendeiro e Presidente da primeira escola de equitação dos anos 80 Luiz Arthur Junqueira Franco Varella Netto, compõe o acervo da primeira sala.

INSTITUTO DE ZOOTECNIA – POSTO DE EQUIDEOCUTURA DA COUDELARIA PAULISTA
A Coudelaria Paulista – Instituto de Zootecnia, fundado na década de 30, referência na formação de pastagens, importação da raça Bretão da França e conceituado centro de referência em pesquisas de melhoramento genético e reprodução em Equideocultura, um dos I.Z. responsáveis pela formação da raça Brasileiro de Hipismo – com o emprego de éguas nacionais, já adaptadas às atividades de hipismo, com garanhões de linhagens europeias de cavalos de Salto e Adestramento, tais como Hanoveriano, Holsteiner, Oldenburger, Trakehner, Westfalen e Sela Francês. Através de cruzamentos entre si ou com exemplares de Puro Sangue Inglês da América do Sul. Os exemplares B.H. possuem excelente mecânica de salto, coragem, inteligência e elegância nos movimentos. Suas características o tornam apto para quaisquer modalidades de Salto, Adestramento ou Concurso Completo de Equitação – C.C.E. É um cavalo de trote não muito cômodo; porém, bem ágil e esperto, muito dócil e fácil de lidar.

BRASILEIRO DE HIPISMO DE COLINA NA CAVALARIA DA PM - REGIMENTO 9 DE JULHO
Os cavalos da raça Brasileiro de Hipismo criados na Coudelaria Paulista, atual APTA- Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios, Polo Regional da Alta Mogiana em Colina/SP, são empregados no policiamento montado e na atividade terapêutica de Equoterapia, na Capital em outras cidades do Estado, em decorrência do Convênio existente desde a década de 80 entre a Secretarias Estaduais de Agricultura, por meio da APTA de Colina, e de Segurança Pública de São Paulo, por meio do Regimento de Cavalaria Montada ‘’9 de Julho’’. Mais de 600 equinos já foram permutados com a Polícia Militar de São Paulo ao longo desse período. Estes cavalos são caracterizados como animais de sela e por possuírem porte e temperamento justo, após treinamento apropriado, podem ser empregados em aglomerações ou tumultos sem causar danos, pelo contrário, colaboram para o policiamento e segurança pública. A imponência do animal fortalece o policiamento preventivo ostensivo nas ruas; cada conjunto representa 10 homens a pé, reduzindo a possibilidade de confronto pelo efeito psicológico causado. Documentos, revistas e fotografias relacionadas a Coudelaria Paulista também podem ser apreciadas no acervo permanente da primeira sala.

FESTA DO CAVALO DE COLINA E ACESSÓRIOS DO HIPISMO
O acervo dessa segunda sala conserva as fotos das primeiras festas do cavalo, das rainhas e alguns Presidentes da festa, a fotografia o vestido e a faixa da Rainha do ano de 1990 Lúcia Maria Cháboli, acessórios do hipismo, selas, quepes, bota, acessórios para o cuidado com os cascos, troféus, a capa de proteção do cavalo e prêmio do animal Wood Lu, que juntamente com a Amazona destaque do Projeto Equitação Educativa Iasmin Caetano, venceu a prova de 0,90 em Ribeirão Preto em março de 2018; selas usadas em mundiais e Olimpíadas, baixeiro, cabeçadas, peitorais, botas, doações dos cavaleiros Olímpicos André Parro, Luciano Miranda Drubi e Márcio Carvalho Jorge, sela doada por Eurípedes César Rodrigues (Liu), a bota texana que pertenceu a Gabriel dos Santos (In memorian) e o Projeto Municipal ‘’Equitação Educativa’’ fundado em 2002 pelo Prefeito Dieb Taha – de autoria de Eurípedes César Rodrigues – Liu - que propicia à prática do hipismo gratuita a população entre 7 a 18 anos de idade, compõe o acervo permanente da segunda sala.

FESTA DO CAVALO E OBRAS DE ARTE
Na terceira sala , apreciação da bela obra de arte ‘’O Bretão ‘’ quadro em tela do artista Hugo Tristão (In memorian); a concessão das terras do Recinto 9 de Julho e a criação da Festa do Cavalo, jornal O colinense de 09 de julho de 1978 com o discurso de inauguração da Festa do Cavalo pelo Prefeito Mário de Felício, apreciação das belíssimas obras em madeira e a ‘’ferradura do cavalo mangalarga’’ feitas pelo artista colinense João Macedo Gonzaga (In memorian). O quadro em tela de Fátima Macedo e o acervo das primeiras Festas do Cavalo.
O livro do ano 2007 ‘’ Colina- Capital Nacional do Cavalo’’ de autoria da escritora colinense Syria Drubi (In memorian), revistas da Festa do cavalo, painel com vários cartazes, bilhetes da loteria federal na ocasião que o sorteio aconteceu durante a festa do cavalo – 08 de julho de 1989, souvenirs compõe o acervo dessa sala durante a atual exposição temporária.

INESQUECÍVEL ÉGUA XILENA E CAVALEIROS COLINENSES DO CCE
A égua Xilena era da raça Brasileiro de Hipismo nascida na Coudelaria Paulista. De propriedade do cavaleiro Luciano Miranda Drubi, ela era dócil, imponente, e graças à participação em inúmeras competições nacionais e internacionais, sendo medalhista em sul-americano, pan-americano, olimpíada, e longevidade na modalidade – até os 29 anos - foi considerada a rainha do CCE.
A quarta sala conserva parte do acervo dos cavaleiros colinenses que representaram e ainda representam o time Brasil de CCE – Concurso Completo de Equitação, o ‘’triatlo’’do hipismo – prova de adestramento, cross-country e salto em uma única competição de 2 a 3 dias de provas, sendo considerada a modalidade mais difícil do hipismo. André Ricardo Parro, Antenor Junqueira Franco de Almeida, Carlos Eduardo Parro (Cacá), Luciano Miranda Drubi (Luctho), Márcio Carvalho Jorge e Nilson Moreira da Silva participaram (e ainda participam) de Jogos Sul-Americanos, Pan-Americanos, Jogos Mundiais Equestres e Jogos Olímpicos.
Apreciação de escarapelas, roupas, capas de proteção de cavalo e Bandeira Nacional oficiais de Olimpíadas, objetos, fotos, materiais – acervo pessoal e outros doados - pelos cavaleiros André Ricardo Parro, Luciano Miranda Drubi, Márcio Carvalho Jorge e Antenor Junqueira Franco de Almeida.
O Diploma de Participação ao Clube do Cavalo de Colina – agradecimento do Comitê Organizador dos XV Jogos Pan-Americanos Rio 2007 por sua importante participação para o sucesso dos Jogos Pan–Americanos Rio 2007 e constante apoio ao esporte olímpico brasileiro.

ÁREA EXTERNA - EXPOSIÇÃO TEMPORÁRIA E APRESENTAÇÃO DO VÍDEO
Os primeiros cartazes da festa do cavalo, cartazes atuais, apreciação do Projeto Municipal ‘’O CAVALO COMO PARTE DA EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO DE COLINA’’, que iniciou no ano de 2018 na Administração Dieb Taha, de autoria da professora e veterinária Dra. Marcela Jorge Drubi, que tem como objetivo, estimular a vinda ao Museu do Cavalo de alunos de séries iniciais e após a visitação o contado com o animal e possibilitar que a criança ande à cavalo ao menos uma vez na vida, já que moramos na Capital do Cavalo, e o painel ‘’ conhecendo o cavalo’’.

O Museu do Cavalo está localizado no Recinto Municipal 9 de Julho na cidade de Colina, sendo mais uma atração turística para a cidade e região no Endereço: Rua Antônio Paulo de Miranda, Recinto 9 de julho , s/n Colina - SP

HORÁRIO DE FUNCIONAMENTO:
Segunda à sexta-feira - período da manhã - 8h00 às 11h00 e tarde - 13h00 às 17h00.
Aos finais de semana e grupos acima de 10 pessoas, mediante pré-agendamento.
Maiores informações pelo tel.: (17) 3341-9444 ramal 267 ou e-mail: museudocavalo@colina.sp.gov.br
Visite o Museu e conheça nossa história!